sábado, 16 de maio de 2009


Hoje em uma de minhas conversas com meu pai, pude perceber que sua relação com o alcoolismo afetou diretamente na minha infância e adolescência! "Por muito tempo quis um Pai, mas só tive um papai" - Kurt Cobain
Sabe heim minhas apresentações na igreja, escola e campeonatos, sempre via os Pais dos meus colegas todos lá sentados e aplaudindo, o meu casa sempre estava no bar. Porem o pouco que me lembro de minha infância ele me fez feliz...lembro das tardes que pegava pra me levar pra andar de moto e falar do futuro, mais sempre numa mesa de bar com sua cerveja na mão... Minha mãe sempre foi meu pai, mesmo eu não tendo liberdade pra conversar abertamente com ela, ela nunca me entendeu. E muita coisa tive que aprender sozinho na rua, as vezes cedo demais. Chegou num ponto que não aguentava mais ver as brigas, mas era tudo diversão, até ir dormir no porão com meu pai, nunca fui bom em ver a gravidade dos problemas. Até um dia olhar no espelho e ver o que realmente eu era, e pra ser sincero eu ainda não sei... O tempo não volta, mas também não para como já disse cazuza! Foi bom por um lado... desenvolvi muita coisa, mas tem muita imaturidade aqui dentro ainda.
Eu cresci como se tudo estivesse bem, mesmo sendo na verdade uma guerra minha mãe nunca me deixou faltar nada e me ensinou a improvisar, e pra mim tudo bem. Hoje o que me doí e quando discutimos ou chateio-a, depois das brigas vem a solidão em que paro e penso, e me vem tudo isso que eu sei, mais quanta coisa ainda está escondido? quantos sacrifícios ela já fez por mim? Não posso ser ingrato!
Mais estou por ai vivendo, correndo atras do tempo perdido, as vezes tento gritar socorro mais a voz não sai e aparece um belo sorriso... de uma certa maneira me maqueio para não me mostrar fraco....

Um comentário:

  1. Como vc me disse um dia,'o amor dos pais é o mais sincero q existe'.E penso q nenhuma família é perfeita,mas tê-la,unida ou longe,é o essencial.beijoO tárik!

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